sábado, 5 de setembro de 2009

QUE ME IMPORTA SE NEM PAREÇA PÁSSARO


O que me importa se ao final da missão eu nem pareça com um pássaro. O que importa realmente é terminar a missão. O que importa é ir, e ir até o fim.
Embora muitas vezes pense em desistir. Daí, sempre desisto de desistir. Rsrs...
Estava pensando nessa coisa de acabar algo começado, neste caso seria algo que temos que fazer,não importando como chegaremos no final: se inteiros ou aos pedaços. A missão passa a ser a coisa mais importante a ser realizada, mesmo que no final estejamos só o pó como dizem as pessoas.
Tem uma música que diz assim: Que me importa se a mula é manca. Rsrsrs... Ou seja, que me importa se a mula que vai me levar até o fim, é manca, ou se é um cavalo alazão, ou mesmo um cavalo de corrida? Importa é chegar. Importa o dizer: missão cumprida.
Nesse caso penso assim: que me importa se eu sou a mula manca, se sou o cavalo alazão, a águia, o coelho, a tartaruga... e assim vai. O que sou não tem a a menor importância, se sou rápida como o coelho ou lenta como a tartaruga. Se sou como um cavalo rápido de corrida ou uma mula manca, lentinha, lentinha... Nada disso é importante. Se vou montada no cavalo de corrida ou na mula manca. Se sou essa mula.. E daí? Eu quero é chegar. Minha meta é chegar.
Como pessoa em busca de santidade.
Como mãe e esposa.
Como filha.
Como pessoa de uma comunidade.
Tem pessoas que conseguem cumprir a missão até o final, outras não. Mas penso que querer isso é legal, o conseguir, depende não somente de nós, mas de uma ajuda de Deus.
Não sei se conseguirei chegar até o final, mas só sei que não raras vezes vejo-me como um pássaro sem pena, sem bico, sem pernas e sem asas. O que é horrivel! Sem asas! Imagine só, um pássaro impossibilitado de voar, é triste, não é mesmo?
Mas com asas ou sem elas, voando ou não... chegarei... chegaremos, se Deus assim o permitir. Texto do dia 05/09/09 - O título é de um texto de Dom Helder Câmara.
Abraço. Lourdes Dias

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ALDEIAS DE VIDA


O que é isso? Parece coisa de índio, não é mesmo?
As Aldeias de Vida é uma espiritualidade, um jeito de ser ou viver a religião católica, de uma forma esportiva e reflexiva, digamos assim, prática, divertida. Com música, teatro, dança, esporte, pregação da Palavra. É uma forma dinâmica, como o Espírito Santo é, de fazer com que nós nos conheçamos, conheçamos o coração do irmão e o coração de Deus, com muita reflexão e alegria.
Mas, como assim?
Lá você terá contato com a natureza, aprenderá a contemplar a Deus numa das coisas que Ele nos deu de mais belo.
A partir dessas reflexões com a natureza, você refletirá sobre quem você é, por que você existe, para que você existe, com quem você trabalhará e produzirá mais e melhor para o reino de Deus, aprenderá a ser íntima do Pai, a se sentir Filho(a) desse Pai, enfim, aprenderá muitas coisas que você desconhece sobre você mesmo, sobre as pessoas e principalmente sobre Deus.
Elas são belas, porque se você participar de todas elas, inclusive da Catequese ou formação permanente, tal qual a CNBB quer que façamos, você nunca deixará de crescer, e em todas as áreas de sua vida, não somente em estatura física, digamos assim, mas espiritual e psíquica.
O interessante das Aldeias de Vida é que além de tudo isso, o método de nossa formação é simples e fácil, atinge os corações de todos aqueles que se dispõem a segui-lo. Ele atinge os que estão em longa caminhada dentro da Igreja, quanto aqueles que estão começando e que não sabem nada sobre ela.
Elas, as Aldeias, recebem a todos de braços abertos, é ecumênica.
Não importa seu credo, raça, ou seja lá o que você for.
Não importa se você é convertido ou não. Será bem vindo sempre. A acolhida é um de nossos exercícios. Outro é a partilha de nossos tesouros, o que temos de mais belo ou não. Partilhamos o que SOMOS, sem medo de críticas, somos aceitos como SOMOS.
Estamos tentando viver santidade, e como Jesus diz: Quem procura, acha. Estamos procurando o Senhor e Sua Vontade sobre nós.
Lá nós encontramos a nós, o outro e a Deus. Mas não ficamos num encontro sómente, mas nos encontramos a todo instante com tudo isso que coloquei para você.
Venha conhecer-nos.
Abraço. Lourdes Dias.

PORQUE SOU CATÓLICA


Um pouco de biografia. É chato, porém necessário para que você me conheça.
Sou neta e filha de católicos praticantes, de eucaristia diária.
Sou filha de Vicentino e Ministra da Ordem Terceira de São Francisco.
Nascida e criada dentro dos fundamentos da Igreja Católica, aprendi a amá-la e a amar Jesus Eucarístico.
Não recebi nenhum outro tipo de formação religiosa, meus avós e pais eram radicais quanto a isso.
Movimentos as quais participei e ainda participo:
Cursilho, OVISA, Maranathá, Renovação Carismática Católica, Comunidade Canção Nova, Encontros de casais, Obra dos Santos Anjos, Aldeias de Vida, Salesianos de Dom Bosco-oratório São Luis, Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Oficinas de Oração, Comunidade Bethânia, Fazenda da Esperança, Devotos de N. Sra. Aparecida, Vicentinos e Franciscanos.
Penso que é só isso.
Esses movimentos dentro de nossa Igreja eu os conheço pessoalmente. Embora não trabalhe de forma direta em nenhum deles a não ser na Associação de Maria Auxiliadora.
Mas tenho todas essas formações e gosto que seja assim, pois sei que nossa Igreja sendo a Mãezona que é, plena de amor para com seus filhos, tem um lugar para cada um em seu coração. Nossa Mãe Igreja ama a todos os filhos, basta que saibamos qual é o nosso lugar e se como eu você se sentir fazendo parte Dela como um todo, muito bem também.
Minha contribuição com todos esses movimentos é mais oracional, sou aquela que oro por todos. Coloco todos eles no coração de Maria, e peço constantemente que cuide de todos e de cada um de forma muito particular.
Embora tenha recebido toda essa formação totalmente Católica, tenho um coração ecumênico, ou seja, procuro deixar meu coração aberto a quem quiser chegar até ele.
Gosto de conhecer outras religiões para saber o que elas tem em comum com a nossa. É bom aprender a conhecer e conviver com os diferentes de nós, enquanto rótulos religiosos. Penso que devemos dar glória a Deus, por todos os homens ou seres humanos de boa vontade que encontramos em nossa vida e caminhada. Amo minha Igreja e respeito todas as outras religiões. A fé entra também pelo ouvido. A fé entra pelo ouvido e vai até ao coração.
Essa é minha biografia católica.
Abraço. Lourdes Dias.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

MEU AMOR CRUCIFICADO...


Meu Amor crucificado, o Amor crucificado. Meu Amor ressuscitado.
Pensando em Jesus, O Amor, sendo crucificado. Já pensou em Jesus desta forma? O próprio amor numa cruz. Isso sim mostra a dimensão maior do Amor.
Não sei se seria capaz de morrer em uma cruz ou de uma forma tão brutal, como essa, por amor à alguém. Dar a vida por alguém, sim, sou capaz disso. Mas não dessa forma brutal, como foi a morte de Jesus. Não tenho essa fé inabalával em Deus Pai, ainda. Mas quem sabe um dia, não é mesmo? Esse saber que não importa como morreremos, mas tendo a certeza que ressuscitaremos, nos tras uma certa alegria e contentamento diante da irmã morte, ou como dizia Vinicius, da namorada morte.
Mas mortes brutais são horríveis, não são? A morte vista por qualquer ângulo não é algo agradável, mas a morte natural, por velhice, talvez nos conforte um pouco. Sei lá! Isso é questão de fé, e só isso.
Morrer como o Amor morreu e ressuscitar como Ele ressuscitou.
O ressuscitar é maravilhoso.
Abraço: Lourdes Dias.

A RAPOSA E AS UVAS.


CONSCIENTE, INCONSCIENTE.....Destacaremos, a seguir, alguns desses recursos, com uma breve descrição, com a ajuda da famosa fábula "A Raposa E As Uvas". Apesar de crer que é impossível alguém desconhecer essa história clássica, eis um resumo: a raposa avista belas uvas e faz todas as tentativas possíveis para conseguir pegá-las, porém, sem sucesso; termina a história dizendo para si que, na verdade, nem mesmo as queria; afinal, elas ainda estão "verdes"...
1) Repressão: Esta defesa consiste em relegar ao inconsciente um evento, idéia, sentimentos ou percepções potencialmente provocadores de ansiedade; contudo, o elemento reprimido ainda é parte da psique, o que requer um constante consumo de energia já que o reprimido faz tentativas constantes para encontrar uma saída. Sintomas físicos e psíquicos dos mais variados podem ter origem neste esforço de reprimir. A repressão é o "esquecimento" inconsciente de fatores psíquicos relevantes, são incompatíveis com a auto-imagem que possuímos.
A Raposa diz para si: "_ Uvas ? Que uvas ? Nem sei o que é isso, não faço idéia do gosto que tem e nunca me passou pela cabeça comer uma".
2) Negação: É, talvez, o Sistema de Defesa mais simplório, de negar para si mesmo, fatos acontecidos, recusando a aceitar a existência de uma situação penosa demais para ser tolerada, comumente a substituindo o que lhe contraria por versões fantasiosas e idealizadas. Atentem à diferenciação: na Repressão, o fator psíquico incômodo é "esquecido", "apagado da consciência", como se nunca tivesse existido; já com a Negação, ele é SUBSTITUÍDO por uma "nova versão" dos fatos...
A Raposa diz para si: "_ EU é que não quero essas uvas ainda verdes...".

3) Racionalização: É o processo no qual nos auto-justificamos "racionalmente" para uma atitude, ação, idéia ou sentimento que vivenciamos. Diferenciado-se das "fantasias" criadas pela Negação que MODIFICAM o que de fato ocorre, a Racionalização lida com o "fato real", porém, elabora “explicações”, “boas razões”, para "justificar" a ocorrência, evitando lidar com a frustração e a culpa.
A Raposa diz para si: "_ Claro que é certo e que posso pegar essas uvas e comer... O fazendeiro tem tantas e nem liga para elas; estou até fazendo um favor, pois se eu não tirar um pouco e levar embora, elas vão acabar apodrecendo no pé e trazendo um monte de insetos que vão estragar todas as plantações da região".

4) Formação Reativa: Este Sistema de Defesa substitui o que de fato se deseja ou sente justamente pelo que lhe é oposto, invertendo inconscientemente aquilo que realmente quer... Como os outros sistemas de defesa, as formações reativas são desenvolvidas, inicialmente, na infância, onde ocorre forte repressão aos impulsos, geralmente acompanhada por uma cobrança social de fazer justamente o oposto do que desejava.
A Raposa diz para si: "_ Vou montar guarda diante destas uvas, pois tem muita gente querendo roubá-las do fazendeiro e é meu dever não permitir que isso aconteça".

5) Projeção: Nesta forma de auto-defesa, desloca-se aspectos de nossa personalidade, sentimentos, emoções, para o meio "exterior", como se não fôssemos nós, mas sim, "outra" pessoa, animal ou objeto quem possuísse essas características. Para evitar-se de enxergar e repreender em nós mesmos certos pensamentos, impulsos e desejos, passamos a "projetá-los" em terceiros, direcionando também nossa desaprovação para estes.
A Raposa diz para si: "_ Aquele coelho não tira os olhos famintos dessas uvas; certamente está morrendo de desejo de roubá-las e comer tudo... Que coisa mais deplorável...".

6) Isolamento: É uma defesa onde as emoções perturbadoras relacionadas a um fato são "separadas" da lembrança em si, fazendo com que a pessoa se refira ao acontecimento traumático sem nenhuma emoção sobre o tema.
A Raposa diz para si: "_ Eu queria as uvas... Tentei, não consegui... Tudo bem... Essas coisas acontecem...".

7) Regressão: Nesta defesa, é como "voltar a ser criança", lidando de forma "infantil" com a ocorrência, utilizando algum artifício para "fugir" de lidar com a situação, procurando distrair-se com algo lúdico...
A Raposa diz para si: "_ Êta, uvas difíceis ! Melhor é eu assistir um filme, relaxar, comer uma pipoquinha...".

8) Sublimação: É o Sistema de Defesa mais bem aceito socialmente... Tal qual os demais que descrevemos, o processo ocorre de forma inconsciente, sendo que transmuta-se um impulso originalmente inaceitável para nossa consciência, canalisando essa "energia" em uma ação socialmente produtiva e bem recebida...
A Raposa diz para si: "_ Uvas... Que boa idéia ! Farei uma grande plantação e a colocarei à disposição de todos os transeuntes, que podem ficar à vontade em saciar sua fome, comendo quantas desejarem...".

Um dos Sistema de Defesa, a Projeção, quando ocorre no ambiente de consultório, ganha outra nomenclatura: TRANSFERÊNCIA, que é a vivência de fortes sentimentos do Cliente deslocados para o profissional, no relacionamento terapêutico e, numa direção paralela, temos os sentimentos despertados no profissional pelo Cliente, que Freud denominou CONTRA-TRANSFERÊNCIA. São elementos reprimidos, muitas vezes, infantis, que ganham nova expressão no espaço emocional, criado pelo encontro "profissional - cliente", sem que estes tenham plena consciência do fenômeno em questão.
Um exemplo: imagine uma Cliente "falando mal" de sua mãe e a Terapeuta que atende, sendo mãe e tendo uma filha com o mesmo discurso... Capaz até de "tomar as dores" da mãe dela !...
Certamente, ocorrerá transferência e contra-transferência, e é responsabilidade do PROFISSIONAL estar atento a estas questões e evitar que as mesmas atrapalhem o processo terapêutico. Na verdade, se bem trabalhada a transferência pode até facilitar o desenrolar do atendimento.
Observem que há tanto a transferência "positiva" (amor, carinho...), quanto "negativa" (ódio, raiva...) e faz parte do processo. Cabe ao profissional ter consciência disso e perceber, por exemplo, que um(a) cliente apaixonado(a) por quem lhe atende é tão somente uma transferência e não um sentimento duradouro; o mesmo se dá na fase do cliente "odiar" seu analista...
Todos os profissionais, em especial os de consultórios, estão sujeitos à CONTRA-TRANSFERÊNCIA, cujo único "antídoto" é perceber que este fenômento existe e ficarmos sempre atentos, além de, é claro, usufruir de SUPERVISÃO, pois com o acompanhamento de alguém "de fora", é possível detectar com maior facilidade a ocorrência do fenômeno...
Todas as correntes psicoterápicas destacam a importância de que o analista igualmente passe por psicoterapia e supervisão. Essa é a melhor forma de evitar que o Cliente fique à mercê da contra-transferência, pois, passando por análise e se AUTOCONHECENDO, o profissional terá mais capacidade de detectar as ocorrências desta projeções, as quais, por sinal, são bem mais facilmente percebidas por alguém "de fora", ou seja, um supervisor.

Detectar e perceber nossos próprios sistemas de defesa em ação nos torna ainda mais aptos a perceber o mesmo em nossos Clientes. Quanto mais profundamente desvendarmos nosso próprio inconsciente, maior será a nossa capacidade de despertar o mesmo nas pessoas que atendemos. Conhecendo e aceitando nossa SOMBRA, mais facilmente contataremos a de nossos Clientes, nos tornando profissionais melhores e menos sujeitos ao erro...

Certamente, ocorrerá transferência e contra-transferência, e é responsabilidade do PROFISSIONAL estar atento a estas questões e evitar que as mesmas atrapalhem o processo terapêutico. Na verdade, se bem trabalhada a transferência pode até facilitar o desenrolar do atendimento.
Isto não fui eu quem escrevi, mas olha que coisa interessante, este texto.
Abraço. Lourdes Dias

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

RESERVATÓRIO SEM TORNEIRA


Sempre que fazia minhas terapias, (inúmeras, diga-se de passagem), perguntava às pessoas que tentavam me ajudar: POR QUE SINTO-ME COMO UM RESERVATÓRIO DE INFORMAÇÕES, SEM TORNEIRA? Como assim? Sinto-me como alguém que armazena inúmeras informações sobre o ser humano, sobre Deus, e não consigo transmitir nenhuma dessas informações? Por falta de oportunidade, por medo, insegurança, sei lá, quais forem os motivos, vários motivos, mas era assim que acontecia comigo. Você às vezes sente-se assim? Como o tal reservatório?
Os sacerdotes diziam-me que o Espírito Santo estava fazendo o trabalho Dele da forma correta. Como assim? O Espírito Santo estava trabalhando em mim, de DENTRO para FORA. Interessante que é assim mesmo. Primeiro eu entrei dentro de mim, com todas as perguntas normais a se fazer a nós mesmos: quem sou, de onde vim, para onde vou, com quem irei, perguntas simples como essas.
Respostas difíceis como essas:
- Quem sou eu? Sou muitas coisas: humana demais, divina demais. Objetiva e subjetiva demais.Inteligente e ignorante demais. Santa e pecadora. Boa e má. Rápida e lenta. Gulosa e abstenia. Responsável e irresponsável. Preguiçosa e trabalhadora. Esperta e ingênua. Transparente e opaca. Iluminada e sem luz. Perseverante e infiel. E muito, mas muito mais ainda, coisas que ainda nem descobri sobre mim. Lembre-se não estou acabada ainda, e nem sei se algum dia estarei terminada aqui nesta vida ou nesta terra.
- De onde vim? Vim do infinito, vim de Deus.
- Para onde eu vou? Para Ele, Deus-Pai.
-Com quem irei? Durante a vida, com todas as pessoas que se sentirem atraída por Deus e por mim. Meus companheiros de caminhada. Andarilhos como eu. Peregrinos como eu. Principalmente meus irmãos de rótulo: Igreja Católica Apostólica Roma, mas com todos os irmãos de todos os rótulos e sem eles.
Interessante que Jesus, o Amado, também viveu essa experiência de Ser Reservatório de conhecimentos, e só mais ou menos aos 30 anos Ele colocou tudo isso para fora como uma grande explosão.Eu estou começando a colocar por escrito, somente agora aos meus 53 anos, mas como o tempo de Deus não é o nosso, para mim está tudo bem.
Aprendi que posso colocar as coisas os ensinamentos para as pessoas e a humanidade, sem precisar dizer UMA ÚNICA PALAVRA, somente pensando nas coisas. Tipo assim: como tudo o que temos para dizer alguém já disse ou pensou. Somente penso nas coisas que quero e vivo e alguém em algum lugar coloca isso de forma muito clara para muitos e para a humanidade. Aprendi que nem tudo precisa ser dito ou escrito. Não é mesmo que na Bíblia está escrito que se fossemos colocar tudo o que Jesus é, e fez, nem caberia nas bibliotecas de todo mundo? Pois é... pois é....pois é.... É assim mesmo, como queremos colocar todo nosso conhecimento seja ele espiritual ou não em livros? Nunca conseguiremos isso, daí os outros nos ajuda nesta tarefa. Cada ser humano tem um pouco ou alguns muito de nós. Do que somos ou sabemos. Principalmente do que sabemos. Chamem isso do que quiser. Força cósmica. Eu prefiro chamar de UNIDADE DOS CRISTÃOS, ou unidade dos seres humanos. No meu caso seria um só corpo e um só espírito segundo meus conceitos de religião. Mas é assim que acontece.
Portanto não preciso me preocupar em escrever nenhuma letra sequer, pois por essa unidade dos cristãos, eles de alguma forma trazem esse conhecimento em si.
Paulo dizia que a fé entra pelos ouvidos. Hoje penso que entra pelo ouvido e pelo subconsciente, pela linguagem subliminar e tudo o mais que a ciência aprendeu. As coisas entram em nós de diversas formas. Os surdos por métodos especiais. Para os cegos e todos os especiais, não entram somente por palavras, mas de diversas formas. Assim formamos um só rebanho e um só pastor. Quem? O Amor. O Amor Pai, O Amor Jesus Crucificado e Ressuscitado o Amor Espírito Santo, Paráclito, Advogado, Intercessor. Aí está o grande e pequeno segredo. Fique somente entre nós está bem?
Lourdes Dias, com gratidão a Deus.

AMIGO A GENTE NÃO FAZ, A GENTE RECONHECE


Isso quem disse foi o Alexandre, amigo de nossos filhos: do Felipe e do Thiago. Achei interessante essa colocação, nunca tinha lido nada parecido com isso. Mas concordei imediatamente.
Penso que quando encontramos nossos amigos, parece-me já conhecê-los de longa data. Como se já estivessem todos tatuados em minha alma ou meu coração. Amo-os fraternalmente desde o primeiro olhar, o tal amor à primeira vista. Isso acontece muitas vezes com você? Você experimenta isso assim também?
Comigo é como se o amigo já estivesse tatuado em meu coração e somente preciso reconhecê-lo como tal. Já somos eternos conhecidos, ou coisa parecida.
Não que com alguns eu não tenha que cativá-los aos poucos, pois embora eu os reconheça de "prima", ou seja a primeira vista, isso pode não acontecer com eles em relação a mim, daí preciso ter um pequeno ou grande trabalho em cativá-los, mas isso fatalmente acontece, é interessante. Eles me reconhecem como amiga também. Interessantíssimo!
A vida sempre nos ensina coisas sempre... sempre... sempre...
Aldeeiro, você sabe, não existe um caminho.
Pouco-a-pouco, passo-a-passo, o caminho se faz, ou o CAMINHO, se faz.
Abraço. Lourdes.